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Aeon Flux
Hoje a Biocas vai falar-te do filme de ficção científica “Aeon Flux”, realizado por Karyn Kusama, EUA, 2005.

O Filme


Aeon Flux é um filme de ficção científica, que decorre na cidade de Bregna em 2415 e aborda o tema da clonagem. Aeon faz parte de um grupo rebelde chamado “The Monicans”, que tinham como objetivo matar Trevor Goodchild e acabar com o seu problemático regime. Voltando atrás no tempo, em 2011, segundo Trevor, a clonagem seria a única alternativa para curar a infertilidade, causada por uma vacina contra um vírus que, dizimou 99% da população mundial, nesse mesmo ano. Entre 2415 e 2011 houve sete gerações de clones, à exceção de Aeon que aparece pela primeira vez 400 depois. Neste filme os indivíduos são sempre os mesmos ao longo das gerações, tanto fisicamente como psicologicamente. Era necessário uma cura para a infertilidade! Una, irmã de Aeon fazia parte do grupo de mulheres que tinham engravidado naturalmente e, o seu filho seria “o primeiro bebé em 400 anos”. O aparecimento de Aeon permite, salvar a humanidade, acabar com o sistema de clonagem e com as barreiras da cidade.


Os Factos


 Quando se fala em clonagem, ocorre-nos de imediato a referência à ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado, estávamos no ano1996. A clonagem de um organismo, é teoricamente possível e resultaria sem problemas. Por definição, um clone é uma linha de células geneticamente idênticas, ou seja, com o mesmo ADN, derivadas de uma célula inicial. Usando a ovelha Dolly como referência, o ADN, contido no núcleo de uma célula somática (célula não envolvida em processos reprodutivos, por exemplo, células dos dedos), foi colocado num óvulo (célula germinativa envolvida em processos reprodutivos) cujo núcleo tinha sido previamente retirado, desnucleado. Obteve-se assim uma célula com o número de cromossomas (2n), tal como resultaria da fusão do óvulo (n) com o espermatozoide (n), onde ocorre o emparelhamento dos cromossomas homólogos. Esta célula inseminada artificialmente permite o desenvolvimento embrionário e todo o ciclo até ao nascimento. Mas a clonagem não se resume apenas a criar cópias de indivíduos. Para além da clonagem reprodutiva (já abordada anteriormente), existe a clonagem animal e clonagem terapêutica . A clonagem animal, tem como aplicações: manipulação genética de gado, aumentando assim a resistência a doenças ou para melhoramentos da raça; tentar evitar a extinção de espécies e produção de proteínas terapêuticas. Por fim, a clonagem terapêutica: após fertilização in vitro desenvolve-se o blastocisto, que contém células estaminais, que apresentam elevado potencial para a cura de várias doenças, especialmente de doenças degenerativas e cancro.


Nota: Este conteúdo foi proposto e elaborado com a contribuição de Leonardo Silva.

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