Videoteca
My Sister´s Keeper
Hoje a Biocas vai falar-te do filme “Para a minha irmã” (My sister´s keeper, realizado por Nick Cassavetes, EUA, 2009). Para além do resumo da história vais poder ter acesso a alguma informação científica mais pormenorizada de temas abordados durante a trama.

O Filme


O filme centra-se na problemática da emancipação médica de uma criança de 11 anos que foi concebida com o objectivo de salvar a irmã, Kate (Sofia Vassilieva) que sofre de leucemia promielocítica aguda. Anna (Abigail Breslin) nasceu por fertilização in vitro “programada” para ser uma combinação genética compatível com o organismo da irmã. Desde o seu nascimento, Anna sofre uma série de intervenções médicas com o intuito de solucionar os inúmeros problemas que vão surgindo na saúde da irmã consequência da sua doença. Qundo Anna tem 11 anos Kate começa a ter insuficiência renal, pelo que o transplante de um rim de Anne a poderia salvar, mais uma vez. No entanto toda a vida de Anne ficaria limitada e comprometida com essa intervenção. Perante isto, Anne procura um advogado para a ajudar a obter emancipação médica e direitos sobre o seu corpo, mesmo que isso signifique não ajudar mais a irmã. Esta história muito emotiva retrata a vida de uma família que faz tudo para sobreviver à doença levantando questões éticas, jurídicas, científicas e médicas muito polémicas nos nossos dias.


 Os Factos


 A leucemia promielocítica aguda (LPA) é um tipo de leucemia – neoplasia maligna em células do sangue (leucócitos) – que afecta a linhagem mielóide. As células anómalas não conseguem desempenhar a sua função. Esta neoplasia é caracterizada por ter um rápido início e progressão. A patologia é caracterizada por ter sintomas como a febre, fraqueza ou fadiga, dor de cabeça, manchas na pele, hemorragias frequentes, dor nos ossos e articulações, infecções entre outras. A nível genético, o que origina a leucemia promielocítica aguda é uma translocação do gene que codifica o receptor alfa do ácido retinoico (RARα) no cromossoma 17. Na maioria dos casos este gene sofre uma translocação com o gene da leucemia promielocítica no cromossoma 15. Isto leva à acumulação de promielócitos atípicos na medula óssea e sangue, substituindo as células sanguíneas normais. Outro assunto polémico também abordado no filme é a questão ética da criação de “bebés-remédio” por fertilização in vitro. Se por um lado é fantástico o poder que a ciência e a medicina actuais têm de salvar a vida de alguém, e neste caso específico de uma criança, por outro lado não se pode esquecer que esse facto acarreta situações anormais na futura vida do bebé “salva-vidas”. O panorama mais pacífico será apenas o transplante de células do cordão umbilical do bebé para aplicações terapêuticas no doente mas podem ocorrer situações bem mais intrusivas e dolorosas como o transplante de medula e até de órgãos.

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