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Melhor é impossível
Hoje a Biocas vai falar-te do filme “Melhor É Impossível”, dirigido por James L. Brooks, EUA, 1997.

O filme


O filme conta a história de um escritor de romances, Melvin Udall que mora sozinho e que sofre de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), apresentando-se como uma pessoa neurótica, sarcástica e homofóbica. Melvin apresenta uma rotina marcada por muitos rituais, come todos os dias no mesmo restaurante, na mesma mesa e é sempre atendido pela mesma empregada (Carol) e por diversos conflitos, em especial com o seu vizinho Simon e o seu cão (Verdell), um dos grandes motivos pelo desentendimento entre os dois.
Após um violento assalto, Simon é hospitalizado e Melvin fica responsável por cuidar do seu cão Verdell. A situação inesperada transforma o desprezo inicial em sentimentos que o escritor desconhecia, sendo o acontecimento o começo de uma grande amizade.
Ao longo do filme Melvin apaixona-se por Carol, os sintomas da doença diminuem significativamente e este tenta ser uma pessoa melhor, passa a ser mais simpático, com o objetivo de agradar a Carol. O amor de Melvin por Carol acaba por ser correspondido e Simon ganha a simpatia e o carinho do escritor depois de muitos conflitos.



Os factos


O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é uma patologia psiquiátrica, que se caracteriza pela presença de pensamentos incontroláveis e indesejáveis que causam ansiedade (obsessões) e/ou comportamentos repetitivos e rituais mentais (compulsões), que afeta aproximadamente 2 a 3% da população em geral.
As obsessões são involuntárias, são pensamentos aparentemente incontroláveis, imagens ou impulsos que causam angústia, sofrimento pessoal e quebra no rendimento. Esses pensamentos obsessivos são geralmente preocupantes e perturbadores, condicionam a vida, as escolhas, os ritmos, as preferências, o estado de humor e as atitudes. As compulsões são comportamentos, gestos, rituais ou atitudes muitas vezes iguais e repetitivas, conscientes e quase sempre incontroláveis. Geralmente, as compulsões são executadas numa tentativa de eliminar as obsessões. Por exemplo, se o indivíduo apresenta medo de uma contaminação, poderá desenvolver elaborados rituais de limpeza.
Um dos aspetos mais dramáticos desta perturbação é o facto de, o indivíduo reconhecer que as suas ações compulsivas são ilógicas e que o conteúdo dos seus pensamentos obsessivos é maioritariamente, absurdo e sem sentido.
Na maioria dos casos, as obsessões começam a partir de um ataque de pânico. Estas situações, ao criarem um medo extremo, desenvolvem um mecanismo mental de defesa perante o que provocou o ataque de pânico, e o medo inconsciente de que este evento ocorra novamente desenvolve um estado de ansiedade que provoca as obsessões.
Estudos com PET (Positron Emission Tomography) revelaram que as pessoas com TOC possuem atividade cerebral diferente das pessoas sem o transtorno, observando-se em caso de doença um funcionamento excessivo em algumas áreas cerebrais. Sabe-se que o neurotransmissor serotonina está envolvido na formação dos sintomas obsessivo-compulsivos e acredita-se que as pessoas que têm uma predisposição para a doença reagem excessivamente ao stresse, originando os pensamentos obsessivos, que por sua vez provocam mais stresse.
O tratamento da patologia envolve a combinação de fármacos e psicoterapia. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos e a psicoterapia mais estudada é a terapia comportamental, através da qual o paciente é estimulado a controlar os seus pensamentos obsessivos e rituais compulsivos.

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