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Uma Mente Brilhante
Hoje a Biocas vai falar-te do filme “Uma Mente Brilhante”, dirigido por Ron Howard, EUA, 2001.

O filme


O filme baseia-se na história verídica de John Nash, um matemático brilhante que sofre de esquizofrenia, cujas ideias influenciaram as teorias económicas, a biologia da evolução e a teoria dos jogos.
A história inicia-se com a entrada de John para a Universidade onde se destaca pela sua inteligência e pelo seu estranho comportamento social. Durante os seus anos de estudo, John procura de forma obstinada, uma nova teoria com o objetivo de obter reconhecimento científico, nesta altura sofre a sua primeira alucinação, acreditando ter um colega de quarto, o Charles. Com o tempo acaba por desenvolver a sua teoria, ao opor-se ao conceito clássico de Adam Smith, a Teoria de jogos não corporativos. Devido ao seu brilhantismo, ao terminar o curso é convidado para trabalhar num prestigiado Instituto, onde acaba por lecionar, conhecendo Alicia, uma das suas alunas, com quem acaba por casar.
Ao longo de toda a história John vive histórias paralelas, a vida real e as histórias criadas pela sua mente. Através dos seus delírios imagina que faz parte de uma operação secreta de Estado, sendo contratado para decifrar códigos no período da guerra-fria. John fica cada vez mais paranoico e agitado, acabando por ser internado num hospital psiquiátrico, onde é diagnosticado com esquizofrenia.
A partir desse momento apercebe-se que Charles, o seu colega de quarto, e as missões não eram reais, eram alucinações causadas pela esquizofrenia. Através da sua força e inteligência decide lutar para curar-se e livrar-se das alucinações, criando estratégias para evitá-las e controlá-las.
Sempre com o apoio de Alicia, John volta à Universidade de Princenton e o seu reconhecimento acaba por se concretizar em 1994, quando vence o Prémio de Ciências Económicas.



Os factos


A esquizofrenia é uma doença mental grave e incapacitante, caracterizada pela perda de contacto com a realidade (psicose), alucinações, delírios, pensamento anormal e alteração do funcionamento social e laboral.
Em Portugal, existem cerca de 100 mil doentes esquizofrénicos, ou seja, cerca de 1% da população nacional, números que acompanham a prevalência a nível mundial.
A esquizofrenia é de origem multifatorial onde os fatores genéticos e ambientais parecem estar associados a um aumento no risco de desenvolver a doença. Os primeiros sinais e sintomas da doença aparecem mais comummente durante a adolescência ou início da idade adulta. Apesar de poder surgir de forma abrupta, o quadro mais frequente inicia-se de maneira insidiosa.
Os aspetos mais característicos da esquizofrenia são alucinações e delírios, transtornos de pensamento e fala, perturbação das emoções e do afeto e défice cognitivo.
Os delírios são crenças falsas, de natureza desconhecida, que não são partilhadas pelo resto da sociedade. Uma alucinação surge quando alguém vê, ouve, saboreia ou sente coisas que na verdade "não existem".
O termo transtorno do pensamento refere-se a uma doença no conteúdo, assim como na forma dos pensamentos do indivíduo, demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento numa sequência lógica. A perturbação das emoções inclui frieza, pobreza de expressão, anedonia e associabilidade. A anedonia é caracterizada pela diminuição da capacidade de experimentar prazer; o indivíduo mostra pouco interesse em atividades que anteriormente gostava de realizar e a associabilidade abrange a perda de prazeres como estar com os amigos ou outras pessoas.
Pacientes com esquizofrenia demonstram um défice cognitivo generalizado, ou seja, apresentam níveis baixos de desempenho numa variedade de testes cognitivos. As alterações cognitivas seletivas mais proeminentes na esquizofrenia incluem défice de atenção, memória e resolução de problemas.
Os medicamentos e outros tratamentos para a esquizofrenia, quando usados regularmente e de acordo com a prescrição, permitem controlar os sintomas incapacitantes da doença. Os fármacos, denominados de antipsicóticos, ajudam a reduzir ou a eliminar os delírios, as alucinações e o pensamento desorganizado, reduzindo substancialmente a probabilidade de episódios futuros.

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